Madagáscar um “Hotspot” – Prioridade de Conservação
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Quando se discute a importância de Madagáscar globalmente, esta é normalmente definida como um “Hotspot”. A palavra “Hotspot” foi primeiramente utilizada pelo cientista Norman Myers para descrever áreas particularmente ricas em espécies endémicas e ameaçadas pelas actividades humanas tais como desflorestação e/ou urbanização. Desde essa altura, 25 áreas em todo o mundo foram identificadas como “hotspots”. Estas áreas contêm 44% de todas as espécies de plantas existentes no mundo e 35% de todos os mamíferos, pássaros, anfíbios e répteis, representando apenas 1,4% de toda a superfície terrestre.
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Desde esta listagem inicial, Myers e os seus colegas, identificaram as áreas mais importantes de entre estas denominando-as por “hottest hotspots” de forma a sistematizar as prioridades de conservação. Foram identificadas áreas alvo nas quais devem ser urgentemente desenvolvidos esforços para reduzir o número de extinções de espécies. (Tabela 1)
Estas cinco “hotspots” cobrem apenas 0,4% de toda a superfície terrestre, no entanto representam uma significativa percentagem de biodiversidade global. Madagáscar e as Caraíbas são também áreas relativamente pequenas, intensificando a sua importância pelo facto de serem áreas de elevada biodiversidade.
Tabela 1: As cinco principais “hotspots”
|
Hotspot |
Plantas
Endémicas |
Vertebrados Endémicos |
| Floresta Tropical dos Andes | 20.000 (6,7%) | 1.567 (5,7%) |
| Sundaland* | 15.000 (5,0%) | 701 (2,6%) |
| Madagáscar | 9.704 (3,2%) | 771 (2,8%) |
| Floresta Atlântica Brasileira | 8.000 (2,7%) | 567 (2,1%) |
| Caraíbas | 7.000 (2,3%) | 779 (2,9%) |
| Total | 59.704 (19,9%) | 4.385 (16,1%) |
*Região do Sudeste Asiático que compreende a Península da Malásia, o arquipélago da Malásia e as ilha de Sumatra, Java, Bali e Bornéu.
Ao analisarmos em termos relativos o número de espécies ameaçadas quando comparado com o total, mais uma vez Madagáscar surge como uma área de elevada importância. Associado ao elevado nível de endemismo previamente descrito parece ser imperativo que os esforços globais de conservação devem focar os seus recursos nesta ilha “continente”.
Hoje em dia, fantásticos animais e plantas são descobertos em Madagáscar; o maravilhoso e variado Sifaca (Fig. 1 e 2), o fabuloso fossa (Fig. 3), as fantásticas sete espécies de baobabs (na África continental apenas encontramos uma única espécie) (Fig. 4), intrigantes anfíbios como a rã dourada (Fig. 5), variados répteis como são exemplo a enorme diversidade de espécies de camaleões e osgas (Fig. 6 e 7), invertebrados (Fig. 8) e pássaros (Fig. 9).
É esta fascinante biodiversidade que faz com que os visitantes desejem regressar novamente à ilha.
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